Thursday, April 19, 2012

List of my life

Bed
when you are sad
Sex
when you are mad
Shower
when you are dirty
Kitchen
when you are hungry
Street
when you are bored
Sweet
when it's bitter
Coffee
when you are sleepy
Gym
when you are unfit
Beer
when you are excited
Pizza
when you are lazy
Friends
when you are lonely
Trips
when you are ready
Music
to make it all worth considering

Eu posso me tornar seu chefe

Vocês

continuam a perpetuar essa animalidade barata e viciosa
continuam a olhar para os outros com posse
acham que são os melhores e gabam-se do que têm
só sabem contar e não cantar
vão de férias para a Europa e não sabem nem a história do seu país
caçoam dos meninos afeminados da escola
caçoam das meninas que não têm os sapatos novos
só sabem olhar o que lhes está óbvio
não imaginam quão mal fazem aos mais frágeis
àqueles que os respeitam e só lhes bastaria um olhar de igualdade
sabem de falácias e de atrações, mas não entendem o poder da linguagem e do corpo
parecem fadados à mesmice e à conformação

Deixem-nos em paz, só queremos ter nosso espaço e nossa liberdade de atuar
de tomar um café
de estudar, discutir
de usar qualquer roupa
de sair de cabelo em pé
de falar sobre sexo
de experimentar

Vocês estão na época do cinema preto e branco
e nós estamos no Facebook

De fato, parece-me que ainda têm muito o que aprender
e eu estou disposto a ensinar
abram a cabeça!

Tuesday, April 3, 2012

Londres

Londres,
Tens avenidas largas
Tens lojas imensas
Tens mercados de rua
Tens ônibus de dois andares
Tens tua própria arquitetura
Tens diversidade
Tens oportunidades
Tens lendas urbanas
Tens museus e galerias
Tens parques

Mas faltam-te coisas que o dinheiro não compra
Falta-te aprender que as coisas materiais têm prazo de validade,
porém as pessoas não
Falta-te humanizar-te, aprender a compartilhar
Falta cheiro de café

Sobram-te Barbies
Sobram-te bitucas de cigarro
Sobram-te banqueiros
Sobra-te arrogância

Transborda-te perfeição!

Desculpa, mas não quero essa perfeição
Está me engolindo, destruindo minha inspiração
Está me tornando uma máquina, me desumanizando

Espero que, quando eu voltar, tenhas aprendido
A ser educado não porque aprendes que isso é correto
Mas porque sentes que é assim que pessoas boas devem ser tratadas

Espero que conquistes pela simpatia e calor humano
E não pelo dinheiro e pela prepotência

Cheguei como aluno, sinto que vou embora como professor
Ah Londres, ainda tens muito o que aprender



Friday, March 30, 2012

Jazz antes de dormir

A música torna bom o peso da existência humana.
Some o caos, entra a harmonia.

E só, não dá pra escrever; tem-se que sentir.

Wednesday, March 14, 2012

Àqueles com um tempinho para novas ideias.

Volta e meia me pego sendo criança, pensando em coisas infantis ou lembrando a infância com uma saudade boa. Hoje fiz o mesmo e acabei chegando à expressão "fazer arte". O nosso ouvido tá acostumado a ouvir isso como se fosse algo negativo, danoso ou prejudicial. Mas pensem comigo: toda criança é um artista em potencial, livre de preconceitos, cheio de ideias, ansioso por mudanças, dono do seu tempo, observador, emotivo, entre outros. Como fazer arte pode ser algo ruim? Melar as roupas com lama, com comida; calçar sapatos largos ou de salto e andar torto; rir de qualquer coisa; pintar; perguntar o que vier à cabeça; maravilhar-se com bonecos. Quem nos pune por sermos criativos deveria repensar suas atitudes.
Também aí me sinto a criança repreendida. Agora mesmo no ambiente de trabalho, de cobrança, de seriedade, as pessoas tão sempre em cima, não parece haver espaço pra criatividade. Perdoem-me a prepotência, mas acho que sou um artista, e como tal, me sinto um pouco castrado com as impressões que a sociedade tem me mostrado. No entanto, esta é uma mensagem positiva, e como tal, se propõe a fazer pensar e a criar ideias.
Quem sabe amanhã a gente desenha no guardanapo do almoço no intervalo de 30 minutos? Quem sabe a gente olha pros prédios da rua onde moramos e identificamos os traços arquitetônicos? Quem sabe a gente toca a campainha e sai correndo?

Quem sabe a gente faz arte sem se sentir repreendido?

Tuesday, February 28, 2012

Felicidade instantânea

"Saiu a música nova!"
Baixei
Ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi,
ouvi, ouvi, ouvi, ouvi...

Tuesday, January 31, 2012

Madrugada

A madrugada
É um vazio
Que me preenche
Que não me faz pensar
Que só me deixa ser e estar
Me faz sonhar acordado

Mexo no cabelo
Escrevo no computador
Mudo a música
Ela tá ali
Não reclama; consente

A madrugada é uma aliada
Uma amiga fiel
Uma amante
Me deixa ser sem cobrar
E a gente sabe
Que após todos os dias
Por mais pesados e corridos que tenham sido
Ela vai voltar
E vai trazer consigo
A leveza da delicadeza
E a lembrança da simplicidade

Saturday, January 21, 2012

The Cranberries, International Relations and Justice

So I was listening to "Animal Instinct" from The Cranberries and suddenly it struck me: where is my animal instinct? Do I have one?

In order to get to the answer, I have to recap some of the things that have happened to me recently.

I have been walking over London looking out for a job. It works like this: I wake up, I go to an off license shop, I print and copy a lot of CVs and then I hit the streets. I get on the tube, reach any place I think might have any opportunity for me and wander around, always with eyes wide open for any "staff required" sign. What am I looking for? It's not just any job. If I've learnt any lesson from my previous job - where I worked from 50 to 60 hours per week and where people had no time to go out - is that I'm fighting against this system. I'm looking for a place where employers and employees work together and respect hierarchy, yet both know they are humans and can learn from each other. I'm looking for people who don't equate what you do for living with what you do while you live, people that take their time every now and then, people that can appreciate a sunset. I'm looking for a place where being kind doesn't mean being weak.

Am I asking for too much? And the more you walk, with the wind blowing in your face, bringing no answers, but more questions and doubts, the more you see that the opposite places and people are out there, reading, writing, teaching their children, producing, consuming, affecting you somehow. Consequently you wonder: where do I fit? Where am I suitable? and you also realize how many people have to work just to make some money and survive, having no time to think about themselves and their wellbeing. It's also dawn to you the fact that we are, in general, so demanding - scrutinizing people, what they do and why, what they wear and why - and that we are so many. We are a mass of people, driven by market forces, where everyone has to be different and super-ultra-good in something very specific, and by doing so we end up being all the same. We criticise, but we are the ones who demand, who want everything always better, faster, stronger, cleaner, taller, smaller, etc, usually not doing ours best so as to deserve it.

So finally there is the animal instinct; it's fueling people's everyday lives, waking them up and leading their decisions. I know I'm now entering a political field, the old discussion involving the state of nature and law, but it's almost impossible for someone who studies International Relations and has always been very curious to keep it out of his/her thoughts.

Anyway, I realized I may have animal instincts deep inside me, hidden somewhere, maybe blocked, but what I do have and I'm most proud of is my human instinct. It's not about greed, safety, cheating, advantages or efficiency. It's about self-conciousness, happiness, sense of humour and justice.

I'm fighting for justice and this is my manifest. I know I'm not the only one and I do know the world is going to bring me down several times, but I won't give up. My human instinct may be not natural, it's likely to have been constructed by my family, my education and the things I have seen or simply by my ingenuity. But it doesn't matter. My mind will always be a resort to my ideas, my body will lead the way to actions and words, and if everything I have now is solid and consistent, it's because I've followed my heart.


Sunday, January 8, 2012

Cobaia



Cada distorção da guitarra
É um arranhão que me dás
São as tuas unhas encravadas na minha pele
É o suor que escorre no nosso corpo uno
É a vontade de te conhecer melhor
São mais hormônios na corrente sanguínea
É o desejo de te ter, de te possuir
São os gemidos que me sussurras aos ouvidos
São puxões de cabelo

Esta música me erotiza como poucas coisas o fazem. Vou usá-la contigo, amor desconhecido.

Monday, January 2, 2012

E=mc²

É tão estranho e engraçado notar como vemos o tempo. Uma hora pode passar num segundo quando temos um amigo ao nosso lado, e dez minutos tornam-se uma eternidade se estamos entediados em casa. Mas, mais do que o comprimento, importa-me mais a densidade dessa unidade de medida; o que se faz, o que se fez, o peso das decisões, as imagens vistas, o que se sentiu.

Acabei de perceber que domei o tempo, peguei-o de surpresa, tirei-lhe a varinha mágica. Antes estava fora, agora está aqui dentro! Posso tocá-lo, controlá-lo, mudá-lo e, principalmente, dar-lhe ordens! Tínhamos uma relação peculiar, dominada por incertezas, por medos, sobretudo o de que ele resolvesse não ser denso, ou seja, resolvesse ser longo e pouco intenso. Entretanto, lidar com a densidade do tempo é um daqueles males necessários, como aprender a se conhecer, como se descobrir. Para atar o tempo a si, é preciso ser paciente, astuto, e um bom ouvinte de si próprio.

Passei à fase 2. Se antes me achava feio, hoje me amo; se ontem eu era estranho e tinha poucos amigos, hoje não abro mão do que obtive; se não agrado, não é esta cabeça que se preocupa. Com o tempo é o mesmo, aprendi a conhecê-lo e a torná-lo o que eu quero que seja.

Um pôr-do-sol, uma borboleta, uma música, uma série de TV, um papo com amigos, uma tristeza, um choro, uma foto, um rio, uma piada, um prédio. As coisas simples de que gosto passaram a preencher o vazio daquele tempo chato, daqueles dias em que tudo não funciona e que, antigamente, o tempo tornaria ruim. Hoje eu o pego, o castigo e digo não! "Hoje não me vences!"

O tempo é mesmo relativo, porque somos nós que devemos torná-lo denso, aproveitável, intenso e maravilhoso. Pode parecer que não há nada à nossa volta, que o tempo é curto ou longo demais, mas não é isso que importa. Quando estiveres assim, meio pra baixo, perguntando-te se as coisas valeram/ valem a pena, basta olhar dentro de ti e ouvir bater o coração. É ali que está o ritmo da vida!